sexta-feira, 30 de março de 2012

VALLUM - GEOTECNIA E FUNDAÇÕES





Ø  DESCRIÇÃO DA EMPRESA

A VALLUM ENGENHARIA é uma empresa jovem, focada no mercado de contenções e fundações. Nasceu para atuar na área de construção civil, construção pesada e atender a crescente demanda de obras especiais de engenharia onde qualidade e atenção ao cliente são essenciais.
Formada por sócios que já trabalham neste mercado exclusivo há alguns anos, a empresa apresenta em seu portfólio relevantes obras de engenharia, com soluções inovadoras realizadas para grandes empresas de mercados exigentes como Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo.
A vasta experiência de sua equipe adquirida em execução de obras de contenção e fundações possibilita a VALLUM a buscar e executar as melhores soluções, pensando sempre na sustentabilidade, segurança e qualidade de cada obra e na melhor relação custo-benefício para seus clientes.
Tem como diferencial oferecer um atendimento personalizado, buscando novas soluções, atendendo exigências dos clientes e seguindo rigorosamente as normas dos serviços executados.
Os diretores da VALLUM têm uma visão arrojada de negócios, gestão e qualidade. O pensamento é que a empresa gere riqueza para os sócios, mas também para os colaboradores e parceiros comerciais.

Ø  NEGÓCIO

Atender as necessidades dos clientes, honrando os compromissos com pontualidade, qualidade e eficácia na execução de obras e conquistando a confiança dos clientes.

Ø  MISSÃO

Executar serviços especializados de engenharia e geotecnia com qualidade, prezando pela excelência no atendimento e prazo de execução, voltada para satisfação dos clientes, tendo como base a ética e o comprometimento com os colaboradores, fornecedores e acionistas.

Ø  VISÃO

Ser referência nacional em serviços especializados de engenharia e geotecnia, baseando-se na qualificação dos colaboradores, incorporando tecnologia na execução dos serviços e atuando com ética e responsabilidade social.

Ø  VALORES

Comprometimento ético
Igualdade de tratamento aos colaboradores
Transparência nas ações
Compromisso com a qualidade dos serviços prestados
Envolvimento com a missão da instituição
Gerar o lucro planejado, garantindo o retorno aos acionistas
Promover a melhoria contínua dos sistemas de gestão


SERVIÇOS

ENGENHARIA DE CONTENÇÕES E FUNDAÇÕES:

·        Instalação de tirantes e ancoragens
·        Cortinas atirantadas
·        Concreto projetado
·        Solo grampeado
·        Micro-estacas injetadas
·        Estaca raiz
·        Estaca trado mecanizado

TRATAMENTO DE SOLOS E ROCHAS:

·        Injeções de consolidação
·        Injeções de impermeabilização
·        Injeções de preenchimento
·        Enfilagem

DRENAGEM:

·        Drenos sub-horizontais
·        Drenos horizontais profundos

RECUPERAÇÃO DE ESTRUTURAS E REFORÇO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO

·        Grauteamento
·        Aplicação de camadas de nivelamento
·        Tratamento de trincas e fissuras
·        Aplicação de argamassas especiais e microconcretos



Protensão de tirantes (ancoragens) instalados em cortina de concreto armado.


Instalação de tirantes - Perfuração com carreta PW-5500.


Instalação de contenção em cortina atirantada.


Preparo e injeção de calda de cimento em chumbadores.


Preparo e injeção de calda de cimento em chumbadores.


Perfuração com lança modular para instalação de chumbadores.


Preparação de Bomba para projeção de concreto - via seca.


Preparação de Bomba para projeção de concreto - via seca.


Instalação de tirantes - Perfuração com carreta PW-5500.


Instalação de tirantes - Perfuração com carreta PW-5500.


Projeção de concreto - via úmida.


Projeção de concreto - via úmida.


Bomba para projeção de concreto - via úmida.


Perfuração com lança modular para instalação de chumbadores.




quarta-feira, 21 de março de 2012

Recuperação e reforço - Usina Rio de Pedras - CEMIG


ARCOS E CONTRAFORTES
DESCRIÇÃO DO TRATAMENTO
METODOLOGIA EXECUTIVA
PG-GEN2-O267-D001-R0
PROGEO ENGENHARIA
DEZEMBRO 2010




1 TRATAMENTOS DE TRINCAS E FISSURAS - INTERVENÇÕES

O tratamento das trincas e fissuras na UHE RIO DE PEDRAS, pertencente à CEMIG, foi executado de acordo com o documento “CONTRAFORTES E ARCOS VAZAMENTOS – RECOMENDAÇÕES” RE-G00-003-R0 da VLB ENGENHARIA LTDA de OUTUBRO/2006. Neste documento estão descritos os procedimentos executivos e os produtos utilizados.

1.1 TRINCAS E FISSURAS NOS ARCOS

1.1.1 Trincas e fissuras secas e ou colmatadas

Para tratamento das trincas e fissuras secas e ou colmatadas foi executado a limpeza das áreas que se apresentavam colmatadas, mediante a utilização de lixadeiras orbitais com disco abrasivo, escovas de aço, hidro-jateamento das paredes dos arcos. Este procedimento teve como objetivo melhorar a aparência da superfície côncava dos Arcos e possibilitar futura verificação da estanqueidade destas superfícies.

1.1.2 Trincas e fissuras com surgências ou umidecidas

Para tratamento das trincas e fissuras foi utilizado o sistema MICROINJET, da HOLCIM. A tecnologia exclusiva desenvolvida pela Holcim para o SISTEMA MICROINJET® aproveita o desempenho técnico do microcimento e dimensiona, a partir da avaliação especializada e do entendimento do modelo estrutural de cada projeto, uma calda apropriada para cada situação, segundo critérios de fluidez, viscosidade, vida útil, estabilidade, deformação, densidade, resistência, entre outros.
Uma vez definida a calda mais apropriada para o modelo estrutural e a patologia a ser corrigida, é elaborado o projeto de recuperação que servirá de base para a aplicação e que avalia vários parâmetros críticos para o processo, tais como condições de contorno, tempo disponível para o trabalho, pressão máxima permitida e segurança operacional.


Figura 01 – Diagrama da injetabilidade do microcimento em relação aos outros produtos utilizados nas injeções


As trincas e fissuras com abertura com dimensão a partir de 0,3 mm e inferior a 0,6 mm foram tratadas com injeção de microcimento. O produto utilizado foi o microcimento MICROCEM® 20 da Holcim que é um produto com granulometria inferior a 20μm (20 mícrons) e diâmetro médio das partículas de aproximadamente 6μm (6 mícrons), que permite fácil controle de fluidez e viscosidade da calda e lhe garante alto poder de penetração e injetabilidade muito superior aos cimentos convencionais. Especialmente desenvolvido para injeções em fissuras de estruturas de concreto e rochas fraturadas.

As trincas com abertura superior a 0,6 mm foram tratadas com injeção de microcimento. O produto utilizado foi o MICROCEM® 30 da Holcim que é um produto de granulometria inferior a 30μm (30 mícrons) e diâmetro médio das partículas de aproximadamente 8μm (8 mícrons). Derivado do clínquer G, possui excelente estabilidade reológica e, graças ao seu
rigoroso controle granulométrico, propicia alta performance quanto à sua injetabilidade, pois não apresenta “over size”, superando em muito o desempenho dos cimentos convencionais.

Figura 02 – Diagrama da dimensão das partículas do microcimento em relação ao cimento comum

Após a conclusão das injeções foi feito tratamento superficial das trincas com utilização de lixamento mecânico, hidro-jateamento e escovação. Tamponamento com cimento de pega ultra-rápida (PÓ 2 marca VIAPOL) e pintura semi-flexível utilizando argamassa polimérica impermeabilizante ( DENVERTEC 100 marca DENVER).




Figura 03 – Tratamento dos arcos

Figura 04 – Tratamento dos arcos



Figura 05 – Tratamento dos arcos 1 a 5

Figura 06 – Bomba de injeção de Micro-cimento
 Figura 07 – Bomba de alta pressão para limpeza das superfícies de concreto
 Figura 08 – Disco para polimento das superfícies de concreto 
Figura 09 – Insumos utilizados para tratamento das trincas e fissuras 


1.2 TRINCAS E FISSURAS NOS CONTRAFORTES

Nas trincas observadas nos contrafortes, trincas desenvolvidas principalmente pelos esforços de tração, foram feitas a injeção do micro cimento MICROCEM® 30 da Holcim, e acabamento com argamassa polimérica flexível (DENVERTEC 540 marca DENVER).



Figura 10 e 11 – Tratamento de trincas nos contra-fortes


Figura 12 – Estrutura de andaime para tratamento dos arcos e contra-fortes da barragem

 Figura 13 – Estrutura de reforço e travamento para as ancoragens ativas instaladas (tirantes)



Para este tratamento o procedimento executivo constituiu das etapas: apicoamento mecânico da superfície utilizando martelete rompedor de 5,0 kg com ponteiro para limpeza superficial da fissura, após foi aplicada a argamassa flexível para possibilitar a injeção do microcimento sem a perda do material e conseguir todo o seu preenchimento através de pontos variados de injeção e saída controlada de material. Posteriormente ao procedimento de injeção foi dado acabamento com a mesma argamassa flexível nos pontos pelos quais foram feitas as injeções.
Em relação às armaduras expostas, o procedimento adotado foi: apicoamento mecânico do concreto desagregado, limpeza das armaduras, aplicação de revestimento polimérico inibidor de corrosão (ARMATEC marca OTTO BAUMGART) e recobrimento com argamassa polimérica dando acabamento superficial.

 Figura 14 – Visão Geral do barramento antes do tratamento


 Figura 14 – Visão Geral do barramento após o tratamento


CIPMOI

http://www.ufmg.br/proex/arquivos/7Encontro/Trabalho24.pdf

TRABALHO PUBLICADO QUANDO INSTRUTOR DO CURSO DE CAPACITAÇÃO PARA ENCARREGADOS DE OBRA.

quarta-feira, 14 de março de 2012

ANCORAGENS FIXADAS EM MACIÇOS FRATURADOS


Para instalação de ancoragens em maciços fraturados deverão ser observados alguns critérios a fim de se garantir a estabilização da estrutura de contenção e do maciço.

A instalação de tirantes e/ou chumbadores (grampos) em terrenos fraturados deverá ser executada com perfuração roto-percussiva, com diâmetro de 4” (quatro polegadas), observando-se a ocorrência de perda de ar em algum trecho. Caso ocorra instabilização das paredes do furo deverá ser instalado revestimento com diâmetro de 5” (cinco polegada) no trecho instável e, após a passagem deste trecho, prosseguir o furo com 4”.
Os tirantes deverão ser montados observando a norma brasileira (NBR-5629/2006):

MONTAGEM DO TIRANTE E PROTEÇÃO CONTRA CORROSÃO

5.2.2.1 A escolha do tipo de proteção depende de fatores tais como conseqüência de ruptura e agressividade do meio

5.2.4 Sistemas de proteção (VERIFICAR QUAL A AGRESSIVIDADE DO MEIO)
5.2.4.1 Proteção classe 1
5.2.4.1.1 É usada para tirantes permanentes em meio muito agressivo ou medianamente agressivo, e para tirantes provisórios em meio muito agressivo.
5.2.4.1.2 proteção classe 1 exige o emprego de duas barreiras físicas contra a corrosão em toda a extensão do tirante. O cimento é considerado como barreira. Nesse trecho de ancoragem, o elemento de tração do tirante, além do cimento, deve ser protegido por um tubo plástico corrugado ou tubo metálico com espessura mínima de 4 mm.
5.2.4.1.3 Os elementos tracionados do trecho livre devem ser protegidos por uma das seguintes formas:
a) cada elemento é envolvido por graxa anti-corrosiva e por duto plástico, e o conjunto envolvido por outro duto plástico e injetado com calda de cimento após a protensão. A transição do trecho livre à cabeça de ancoragem deve possuir dispositivos que assegurem a continuidade da proteção;
b) o conjunto de elementos tracionados é envolvido por um único duto plástico e graxa anti-corrosiva, que por sua vez é envolvido por outro duto plástico preenchendo-se com argamassa o vazio entre os dois dutos. ( O duto externo geralmente é um tubo de PVC)

5.3 Montagem
A montagem dos tirantes deve ser feita de tal maneira que:
a) se utilize bancada especial, coberta e devidamente protegida contra as intempéries;
b) o seu comprimento seja tal que garanta a dimensão total indicada no projeto, incluindo-se o tamanho necessário para a operação da protensão;
c) as emendas (luvas, soldas, etc.) são toleradas, desde que se garanta, por ensaios, que a resistência destas atenda às cargas de projeto;
d) sejam providos de dispositivos que garantam o cobrimento mínimo especificado;
e) sejam providos de toda proteção anti-corrosiva prevista para o tipo de tirante a ser executado, em seu trecho livre e ancorado, conforme 5.2.

PROCEDIMENTO DE PERFURAÇÃO:

5.4 Perfuração
...
5.4.6 Registro de dados
5.4.6.1 O executor é obrigado a registrar, em boletins apropriados, os principais dados da perfuração executada.
5.4.6.2 Os dados mínimos são os seguintes:
a) tipo de equipamento e sistema de perfuração;
b) identificação, diâmetro e inclinação do furo;
c) diâmetro e comprimento do revestimento (quando usado)
d) tipo de fluido de estabilização (quando usado)
e) espessura e tipo de camada atravessada
f) datas de início e término do furo
g) outras observações (perda d'água e/ou ar, obstáculos encontrados etc)
  
PROCEDIMENTO DE INJEÇÃO:

5.5.3 Preenchimento do furo
     O furo deve ser preenchido com calda de cimento ou aglutinante do fundo para a boca. (APENAS PARA BAINHA)
  
5.6 Injeção
5.6.2 Injeção
     Executada por simples preenchimento do furo aberto no solo ou pela aplicação de pressão apenas na boca do furo. (ACREDITO QUE ESTA SEJA A OPÇÃO DA EXECUTANTE, DEVE-SE VERIFICAR SE NO PROJETO EXISTE ORIENTAÇÃO OU EXIGÊNCIA DE TIPO DE INJEÇÃO)
5.6.3
     Executada através de válvulas que permitem reinjeção através de um tubo auxiliar... Pode ser executada em tantas fases de injeção quantas forem necessárias. (NORMALMENTE, ESTE É O TIPO DE INJEÇÃO SOLICITADO EM PROJETO)
5.6.5 Calda
Para injeção deve ser utilizada calda de cimento conforme a ABNT NBR 7681, com as seguintes dosagens em massa, referidas ao fator água/cimento em massa
a) 0,5 para execução da bainha (injeção inicial de chumbamento para fixação do tirante), sendo aceita outra dosagem, desde que comprovada por ensaios específicos de  que sua resistência aos 28 dias supera 25 MPa;
b) 0,5 a 0,7 para execução de reinjeção.

PROTENSÃO:

5.7 Protensão e ensaios
...
5.7.1.4 Prazo
Os ensaios devem ser executados após um tempo mínimo de cura, coerente com as características do cimento injetado no bulbo e o ritmo de produção previsto de obra, a saber:
a) para cimento Portland comum, cura de sete dias;
b) para cimento ARI (alta resistência inicial), cura de três dias;
c) para outros materiais ou cimentos com aditivos conforme recomendações dos fabricantes ou ensaios específicos, de acordo com as dosagens adotadas.

5.7.1.5.1 As cargas devem ser aplicadas através do conjunto manômetro-macaco-bomba hidráulico, com atestado de aferição cuja data seja igual ou inferior a um ano. As forças de tração devem ser coincidentes com a direção
do eixo do tirante.
...

5.7.2 Ensaios
Os ensaios definidos em 3.12 são realizados de acordocom o prescrito em 5.7.2.1 a 5.7.2.4.

5.7.2.2 Ensaio de qualificação
5.7.2.2.1 O carregamento deve obedecer à seguinte sistemática:
a) o ensaio deve partir da carga inicial (Fo ) e seguir pelos estágios 0,4 Ft; 0,75 Ft; 1,0 Ft; 1,25 Ft; e 1,5 Ft, para tirantes provisórios e até 1,75 Ft para tirantes permanentes;
b) após cada estágio, a partir de 1,75 Ft, deve ser procedido o alívio até Fo, seguindo os mesmos estágios do carregamento, com medições de deslocamentos da cabeça, para obtenção dos deslocamentos permanentes;
...
5.7.2.2.4 Devem ser obrigatoriamente executados ensaios em 1% dos tirantes por obra, por tipo de terreno e por tipo de tirante, com um mínimo de dois ensaios por obra. (PARA ENSAIOS DE QUALIFICAÇÃO)
  
5.7.2.3 Ensaio de recebimento  (devem ser feitos ensaios de recebimento em TODOS os tirantes da obra)

5.7.2.3.4 Os ensaios devem atender à seguinte distribuição:
a) para tirantes definitivos - executar ensaios do tipo A em pelo menos 10% dos tirantes da obra e do tipo B nos restantes; (VERIFICAR Tabela 2 - Cargas a serem aplicadas no ensaio de recebimento)

5.7.2.4 Ensaio de fluência
5.7.2.4.3 Devem ser obrigatoriamente executados ensaios em 1% dos tirantes por obra, por tipo de terreno e por tipo de tirante, com um mínimo de dois ensaios por obra. (PARA ENSAIOS DE FLUÊNCIA)



DEVERÃO SER INSTALADOS VÁLVULAS MANCHETE A CADA 50 CM E CENTRALIZADORES A CADA 1,5 M.

Nos furos onde não seja observado perda de ar durante a perfuração, deverá ser feita a instalação do tirante logo após a finalização da perfuração. A injeção da bainha (injeção de preenchimento do furo) deverá ser feita utilizando traço 0,7:1 em peso, observando-se uma pressão entre 3 e 5 kgf/cm² para encerrar a injeção.

Nos furos onde ocorrerem perda de ar durante a perfuração, deve-se instalar o tirante e iniciar a injeção com calda de cimento traço 0,7:1, em peso, e adicionar aditivo super-plastificante. Este aditivo será utilizado para melhorar a fluidez da calda, garantindo o melhor preenchimento de fraturas e trincas. Esta injeção fará o tratamento da rocha nestes pontos. A pressão neste caso deverá ser finalizada entre 5 e 7 kgf/cm². A injeção deverá ser feita lenta e continuamente. Recomenda-se, neste caso, a utilização de bombas tipo parafuso para garantir um fluxo contínuo a baixa pressão e com vazão suficiente para tratar o maciço. Após o final da injeção, no caso de haver perda de ar durante a perfuração, deverá ser respeitado um período de 12 horas antes do início de novas perfurações num raio de 3m (três metros), garantindo que a calda tenha resistência para não ser afetada pela pressão de ar das perfurações adjacentes.

Nos dois casos deverá ser respeitado um período de doze horas para dar prosseguimento às injeções complementares.

Injeções complementares:
Após a injeção de preenchimento (bainha) deverá ser iniciada a injeção em fases dos tirantes. Para estas injeções deverá ser utilizado traço 0,5:1 em peso.
A primeira fase será iniciada na manchete mais profunda, utilizando-se obturador duplo, garantindo que a calda está sendo injetada na válvula correta. Nesta primeira fase deve-se considerar o critério de finalização (parada) da injeção a pressão de 12 kgf/cm² (pressão de injeção, não de abertura de válvula) ou consumo de 75 kg de cimento (63 litros de calda) em cada válvula (observar o que ocorrer primeiro). A injeção deve ser feita manchete por manchete, até a válvula manchete localizada mais próxima à boca do furo.
A segunda fase de injeção deverá obedecer aos mesmos critérios da primeira fase, aumentando a pressão para 15 kgf/cm².
Caso seja observado um consumo elevado de calda de cimento em algum trecho do tirante – a interrupção da injeção se dê pelo critério de volume de calda injetada – deverão ser feitas fases complementares até se conseguir pressão de 20 kgf/cm².

Durante este processo deverá ser feito boletim de perfuração e injeção do furo. Neste boletim deverão ser anotadas todas as ocorrências durante a execução dos tirantes.
Para garantir a correta análise das ancoragens deverá ser feito um gráfico de absorção de calda de cimento, com visão espacial do maciço, com consumo de calda a cada 50 cm, incluindo-se a calda da bainha que será considerada constante em toda a extensão do furo – por ser difícil mensurar as posições onde podem ter ocorrido consumos diferenciados. No trecho ancorado o gráfico deve conter além da calda consumida na bainha, a calda consumida em cada fase somada. Caso seja necessário deverá ser adotada cor diferente no gráfico para a calda consumida em cada etapa de injeção.

Toda a execução das ancoragens deverá ser acompanhada por Engenheiro Geotécnico com experiência mínima de 5 (cinco) anos. Este profissional deverá validar diariamente os boletins dos tirantes até sua finalização para assegurar o atendimento às especificações do projeto.

Caso seja observado um consumo de calda de cimento acima de 100 kg de cimento (82 litros de calda) por metro de tirante acabado, esta consultoria sugere que seja avaliada a troca dos tirantes adotados por tirantes de menor carga e que seja aumentada a quantidade de tirantes, para que ocorra um melhor tratamento do maciço.

Deverão ser feitos ensaios de qualificação e fluência em 20% dos tirantes, além dos ensaios de recebimento em todos os tirantes conforme norma brasileira.

Não é permitida a utilização de bentonita para estabilização das paredes dos furos. Caso necessário deverá ser utilizado polímero na água durante a instalação do revestimento.

Como solução alternativa para execução das escavações poderá ser adotada a contenção com chumbadores e concreto projetado. Neste tipo de alternativa a densidade de chumbadores está diretamente ligada à estabilização do maciço, e o concreto é responsável pela contenção superficial.

Neste tipo de contenção deve-se observar a escavação descendente em nichos para garantir a estabilidade. Deve-se fazer medições de deformações da parede e de movimentação dos chumbadores para verificar a ocorrência de deslizamentos.